Nessa última semana levei um susto. Ia para o trabalho, desci um ponto antes para tomar café na padoca legal da esquina. Desci do ônibus, parei no farol (estava vermelho), ele abriu e eu avancei na frente dos carros. No meio do caminho, eu me dei conta da loucura e já era tarde, corri feito louca para o outro lado da avenida ouvindo buzinadas desaforadamente merecidas.Chegue do outro lado lívida: hã? Que foi isso? Mãos trêmulas, coração acelerado.
Final do dia fiz a mesma coisa de novo.
Engraçado porque sou até meio medrosa para atravessar ruas em São Paulo. Tanta gente lelé da cuca...
Enfim: dois sustos no mesmo dia querem me dizer alguma coisa que agora me escapa.
Só ficou uma certeza: ou vaso ruim não quebra mesmo e eu sou um da porcelana mais chinfrim; ou meu anjo da guarda não faz nem hora de almoço pra tomar conta de mim.



